Como taxista ( 10 anos ) de uma grande metrópole Brasileira, a cidade do Rio de Janeiro, e, diante do fato de ter presenciado diversos acidentes de trânsito – em muitos casos auxiliando ( como fazem todos os motoristas que presenciam um acidente – neste caso somos extremamente solidários), ou apenas observando o comportamento dos envolvidos, seus amigos e parentes, de populares no local, de jornalistas, para-médicos e autoridades de trânsito, nas principais vias desta ”cidade maravilhosa”, sejam elas de trânsito rápido ou não, considero que:
Para ser imprudente e inconsequente no trânsito, quer seja como condutor de um veículo, de um ciclo-motor ( “moto” ), de uma “magrela”(bicicleta), ou simplesmente como pedestre ( são inumeros os atropelamentos de “embriagados” – cerca de 45% das vítimas ) , não é preciso necessariamente estar sob o efeito ( ou defeito ? ) do “abuso” ( altíssimas doses )da ingestão de bebida alcoólica; pois, que, uma pequena dosagem de “etanol” ( que muitos acreditam “não ter problema” ), que concentra-se de modo particular no cérebro, associada a fadiga/sonolência ( aquela lombra da sexta à noite – após um dia de trabalho/faculdade + balada ), e , quiçá, alguns déficits visuais ou auditivos ( que passam despercebidos na prova do detran ), podem transformar qualquer “bom condutor”num “kamikäze”.
Associando-se à estes fatores, aquilo que deveria ter peso relevante nas estatísticas de acidentes de trânsito ( e não tem) , as “falhas de engenharia viária” (que representa o “fator via” como causa de um acidente )- perceptíveis àqueles que tem “olhos de ver e ouvidos de ouvir” -, e, que para os organísmos e entidades de análise e estatísticas de acidentes de trânsito” ( incluindo a OMS- organização mundial de saúde) representam apenas de 4% a 6% como causa de acidentes – em meu conceito, um fato extremamente curioso, pois que os dados significativos para estes estudos tem como base os famosos “BRATs” – boletins de registros de acidentes de trânsito…
Em tempo, considerando os altos índices de atropelamentos que tem como causa o estado de embriaguez dos pedestres ( segundo as estatísticas < …”apesar das estatísticas sobre acidentes de trânsito no Brasil tradicionalmente não serem consideradas confiáveis” - < ABRASPE – associação Brasileira de pedestres > ) , me ajudem a esclarecer este dilema:
“onde estão as ‘blitzem’ para testar o estado de alcoolemia dos pedestres que teimam em atravessar as vias com alto índice de atropelamentos nesta cidade maravilhosa, táis como, a Av. Brasil, Av. Das Américas, Av. Presidente Vargas ( a campeã ) e Av. Infante D. Henrique ( mais conhecida como aterro do Flamengo) ?????? … Onde estão??????????????
A lei seca é a solução para todos os acidentes – que continuam acontecendo ???…não, não é.
A lei seca, em meu conceito, nasceu para esconder a incapacidade – a incapacidade dos organísmos e entidades do sistema nacional de trânsito < um sistema que interliga todos os municípios Brasileiros>.
Quanto aos acidentes, o que temos como resultados das estatísticas são apenas os efeitos, e, não uma busca de dados consistentes que estampem as suas verdadeiras causas, num sentido mais amplo – considerando todos os fatores contribuintes para a causa de um acidente de trânsito.
É preciso analisar suas causas com imparcialidade, e, entender que enquanto os motoristas ( condutores ) forem considerados causa principal dos acidentes, ficarão fora dos holofotes da mídia os dados que poderiam servir para ajudar a mitigar os índices de acidentes de trânsito, muito além do que se pretende com ações como esta, da imposição de uma lei [ vulgarmente disponibilizada na midia como "lei seca"].
Fossem estes dados que 100% consistentes, possibilitariam, por sua extrema importância, um estudo analítico com mais segurança e assím contribuir verdadeiramente para mitigar, baseado em informações relevantes, os acidentes, e, quiçá descobriremos que durante anos, ou até décadas, o condutor de um veículo pequeno, de uma moto, de um onibus ou de um caminhão, terá sido considerado culpado por 90% dos acidentes injustamente.
Como informa o site do Denatran – departamento nacional de trânsito < orgão máximo executivo de trânsito da União > :
“É preciso, então, que se reconheça a importância da informação correta, para que se possa identificar o problema, estudar as possíveis causas e encontrar soluções. Assim, é a informação a base de todo o processo, sendo, portanto, necessário que se saiba como captá-la, depurá-la, organizá-la, armazená-la, controlá-la, analisá-la e divulgá-la, formando-se, então, um sistema de gerenciamento da informação”. ( “A IMPORTÂNCIA DO USO DA ESTATÍSTICA DE ACIDENTES DE TRÂNSITO” – Site Denatran – acesso em 09/01/2006 )
Em tempo : considerando que enquanto houver falhas de sinalização viária e sua manutenção, na engenharia das vias, na manutenção e recuperação destas vias, na iluminação pública, na drenagem rápida das vias em dias chuvosos, na sinalização semafórica ao longo das vias urbanas e rodovias, que são componentes causadores de acidentes, atribuidos ao fator via, e, enquanto existirem organismos que acreditem que a implantação de radares e pardais, como afirma o poder executivo de minha cidade, Rio de janeiro ( a exemplo da gestão anterior ), são instrumentos direcionados à educação de condutores, a causa secundária de um acidente, os condutores, servirão sempre para estes mesmos organismos esquecerem a causa primária, que estará sempre oculta enquanto houver inconsistência de dados nos brats, enquanto os brats não forem reformulados.
Eu não acredito na eficiência, como principal fonte de dados de um acidente, dos brats, e, que , portanto me permito admitir que as estatísticas de acidentes de trânsito, pelo menos em minha cidade, nos últimos 5 anos, poderão estar amparadas em dados inconsistentes – que, obviamente, tornariam estes dados inconfiáveis para contribuírem com as estatísticas.
Ronaldo’buda é o ‘altergeo-virtual’ de Ronaldo da silva Alves ( autor de SOS TRÂNSITO URBANO - um taxista que participou do “único” < lamentável > forum de trânsito, ocorrido na cidade do Rio de Janeiro – em outubro de 2005 )